Casal Mundo Afora - Registros de uma viagem mundo a afora.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Travel log #10 - Indonesia (e um pouco ainda de Austrália)

(por Lisa)

Lembram da sanguessuga que me pegou? Não!? Então você não leu o Travel log #6. Eu jamais vou esquecer! Disseram que depois de 3 dias começaria a coçar onde ela se grudou, fiquei contando os dias e no quarto dia fiquei feliz por não passar por essa! A coceira horrosa chegou no oitavo dia e durou mais uns 5 dias, pelo menos!

Também vimos animais incríveis como os Wallabys, na pequena cidade de Lismore, que são muito parecidos com os cangurus, porém menores. Passeamos por Nimbin, uma cidade vizinha e menor ainda, a qual tínhamos lido a respeito e ficamos curiosos para ver a cidade dos Hippies.  Ao chegarmos, vimos um povo pra lá de alternativo! Tinham os turistas jovens e os nativos... homens de idade usando roupas de hippie, todos visivelmente adeptos da cannabis. Não gostamos nem um pouco do clima desse lugarejo e muito menos de alguns "senhores" que se achavam donos das ruas e vinham em minha direção me proibindo de tirar fotos ali! Não se fazem mais hippies como antigamente. Onde ficou a "paz e amor"?
Seguimos para Sydney, ver a Opera House e fazer piquinique na praia de Tamarama. Não foi nada de farofa não... piquinique chique, usando a churrasqueira! Muito legal a piscina que tem na praia de Bondi Beach, alimentada com a água do mar.





Mas foi somente em Melbourne, e no ultimo dia de passeio pela Austrália é que vimos os cangurus, as koalas, os dingos (tipo um cachorro selvagem), o plátipo (um estranho animal aquático), o diabo da Tasmânia (esse é muito feio e acho que isso explica seu nome) e outos animais nativos como o wombats (fofo como koala mas com cara de um roedor gigante). Para ver de perto esses animais típicos da Australia, fomos até Healsville Sanctuary, a uma hora de Melbourne. E vale a pena pagar um pouco a mais para ver o show dos pássaros que voam a céu aberto dando rasantes sobre a cabeça do público que se diverte sentado assistindo a obediência dos pássaros. O percurso para se chegar nesse lugar, também foi lindo! Passamos pela região dos vinhos, bem ao lado da Chandon, a champagne mais famosa que conheço. Era outono e muito agradável de ver a cor das folhas se tornando avermelhadas com um céu azul de fundo.

Para mim os últimos dias na Austrália foram de alegria por estar ali, onde tudo é bonito mas de certa ansiedade em ir ao desconhecido sudeste asiático. Eu tinha receio do banho frio, da comida, da lingua diferente e...de que eu não gostaria! E eu não gostei! mas isso foi nas primeiras horas, com o choque térmico dos 30 graus na noite da chegada (e eu usando um meião de lã por baixo da calça), por ser explorado pelo taxista sem taxímetro, e pelo primeiro banho frio...o qual foi congelante mesmo no calor (não lembro há quantos anos não tomava banho frio!). Mas tomando emprestada essa frase sobre Bali: a primeira impressão não é a que fica!!!

No primeiro dia achamos tudo estranho, ruas muito estreitas, mais da metade dos carros que circulam são de taxi, alto movimento de motos, com aqueles que andam na contra-mão e aqueles que andam em cima da calçada...quando essa existe! Ficamos muito surpresos com o culto a religião Hindu! A cada manhã eles colocam uma cestinha de palha em frente ao comercio. Ali tem folhas verdes, flores, arroz cozido, um incenso ou cigarro e água. Vimos várias vezes eles fazerem o ritual de acender o incenso quando colocam a cestinha no chão. 



Logo entendemos que por aqui tudo gira em torno do turista. Há tanto comércio que é impossível você andar sem estar com a cabeça virada para o lado olhando o que tem lojinha-após-lojinha! As vezes, eu não queria comprar, apenas saber o preço, olhar melhor o material e andar um pouco mais pra ver outras coisas (mulheres me entendem!) Aqui isso não funciona nos camelôs! Todos começam com valores altos, e o que você paga depende de quanto se pechincha. Isso é muito chato, pois você não sabe quanto vale aquilo e eles insistem e dizem "you price", como quem diz "você faz o preço". Nem sempre é fácil se livrar, mas achei uma técnica ... eu olho para o Everton e digo a eles: "desculpe, mas ele não gostou!" e assim não insistem.

Estava contente com o fato de que eu não precisaria fazer mímicas para se comunicar pois o povo aqui se vira bem no inglês. Poucos são fluentes e a maioria fala o básico num sotaque bem engraçado, onde trocam o "F" por "P", por exemplo quando terminou a massagem a moça querendo dizer "Finish", disse "Pinish"! Talvez isso tenha influência do "coffee", que em indonésio é "kopi". Bem, falando em café, eles possuem um dos cafés mais caros do mundo, pois é, nem tudo por aqui é barato! Dizem que o café de Civet ou kopi Luwak, tem maior qualidade porque o animal silvestre Civet, seleciona as sementes de café que ele come e durante a digestão as enzimas e bactérias do animal fornecem uma qualidade superior as sementes que passam intactas pelo intestino. Assim, os grãos inteiros de café são processados e defecados e vendidos como um café bem especial! Nós experimentamos o "cafezes"!! Foi num supermercado, onde tinha degustação e o pacotinho com menos de 100 g era vendido por 25 dólares. Ahh! Sobre o gosto? Forte, mas simplesmente café!

Completei meus 4.0 na praia de Kuta, em Bali! Foi o aniversário mais diferente que eu poderia ter!
Como dia 15 de abril é uma data muito importante...hehe... tinha festa religiosa (Hindu) por aqui...daquelas que só acontecem duas vezes por ano. Então, depois de surfar, comprar presentinhos numa loja com preço na etiqueta (para não precisar pechinchar), e almoçar num restaurante típico, comendo com garfo e colher (pra que faca?!), fomos observar a festa, onde na cultura deles, levam cestas com oferendas nos templos, onde as mulheres vão muito bem trajadas com blusas de rendas, sarongs e cintos de tecido e apliques nos cabelos também bem penteados! E nesse dia eles me conquistaram! Todos me autorizaram e descobri que adoram ser fotografados! Que povo humilde e simpático!



Apesar de que não conseguimos ver um pôr do sol sossegado na praia ou ter uma simples conversa sem ser interrompido a todo instante por alguem vendendo alguma coisa. Seja produtos como pulseirinhas, chapéus, arco e flecha (??), chinelos, e acreditem...até cigarros! Seja serviços como massagem nos pés, nas costas, no corpo, tatuagem de henna, trancinha em cabelo. Infelizmente dizer "não, muito obrigada" ou "já comprei, hoje não", é o mesmo que dizer "ok, fique ai e continue insistindo". As vezes me sinto um pouco mal em me fingir de surda, pois ignorando é uma maneira de eles desistirem e seguirem até o proximo turista.

No dia seguinte, o Everton estava inspirado a iniciar com o surf. Ele ja estava decidido em aprender desde que estivemos em Byron Bay na Austrália. Que orgulho de ver ele subindo na primeira onda sobre uma long board! Fomos mais algumas vezes surfar no mar do Índico!



Passei do receio à paixão pelo lugar! Assim resolvemos estender alguns dias por aqui já que a sensação é que EVERY DAY IS SATURDAY!

sábado, 18 de abril de 2015

Travel log #9 - Indonésia - Primeiras impressões



Ao chegarmos em Bali, após quase dois meses em países 'desenvolvidos' - como costumamos chamar - não posso dizer que a primeira impressão da Indonésia tenha sido das melhores. Logo de cara, uma loucura no trânsito! Motoqueiros sem capacetes - às centenas - dividindo espaço com os carros em ruas estreitas onde o que vale é a lei do maior. O uso de buzinas forma uma melodia de 'Beeps' e coitado do pedestre que precisar atravessar! Chegamos no hotel que havíamos reservado, era tarde, fazia uns 30 graus, mas a sensação térmica talvez fosse de uns 38 °C, pois a gente não parava de transpirar. Após o primeiro banho frio da viagem, decidimos dormir e ver no dia seguinte o que o sul de Bali reservava para nós. Apenas um comentário: os banheiros dos hotéis que ficamos, não possuem chuveiro, um box, ou algo parecido com o que estamos acostumados. Simplesmente existe uma ducha de mão, no meio do banheiro. Depois de cada banho, fica tudo encharcado!

Ao sairmos cedo pela manhã para caminhar e conhecermos a cidade, começou a dor de cabeça dos milhares de vendedores realmente persistentes, querendo empurrar de tudo pra gente. Quem já esteve no Paraguai, em Ciudad del Este, tente imaginar o mesmo comportamento dos vendedores, mas eu diria que no mínimo umas três vezes pior! Sem contar que nada tem um preço indicado, então temos que perguntar item a item, e é claro que para os gringos o valor será bem maior, então tudo tem que ser na pechincha. Mesmo em artigos baratos, no estilo R$1,99, o preço sempre começa em IRP 150.000,00 (sim! Cento e cinquenta mil Rupias! Isso me lembra os planos Cruzado, Cruzeiro, etc., nos anos 80) o equivalente a uns R$ 35,00. Se tiver paciência para negociar e realmente quiser comprar, talvez consiga levar por 1/5 do preço original.

Nós realmente não gostamos disso e após estarmos quase um dia em Bali, a sensação era realmente de que queríamos ir embora! Vamos seguir viagem, era o que secretamente pensávamos, sem comentar muito o assunto entre nós.



Paciência é uma virtude!

A adaptação pode demorar um pouco e você precisa começar a se deixar levar pelas diferenças... No segundo dia, começamos a relaxar e a nos encantar pela cultura local. Lembro-me que pelo terceiro dia, mais ou menos, comentamos algo como 'Até que estou gostando mais daqui'. Ambos concordamos.

Na sequência foi a adaptação ao banho frio, ao banheiro todo molhado após os banhos, aos insistentes e inoportunos vendedores de rua, às minusculamente estreitas Gangs (esta é a forma como as vielas são conhecidas) sempre abarrotadas de um fluxo contínuo de motocicletas e carros...

A Indonésia é um país gigante, localizada entre dois continentes (Ásia e Oceania) com mais habitantes que o Brasil. É formada pela inimaginável quantidade de 17.508 ilhas. Com um povo simples, que trabalha duro e que sente na pele a disparidade da moeda em comparação com alguns vizinhos, eles estão tentando aos poucos se adaptar aos tempos modernos. A Indonésia é um país declaradamente muçulmano, com um presidente muçulmano, mas que tem em Bali uma situação diferente: aqui a maior concentração é de Hindus. Com a chegada do Islamismo na Indonésia por volta do ano de 1478, alguns habitantes da ilha de Java que não conseguiram se adaptar aos novos costumes, acabaram migrando para a ilha de Bali, que hoje é o maior destino turístico do país.



Depois de uns dias, começamos a perceber que o Balinês é um povo muito simpático, afetuoso e respeitoso. Só estando aqui para entender e sentir a vibração do lugar.

Na sequência, eu (Everton) fui fazer aulas de surf pela primeira vez até que não fui tão mal! A Lisa pode confirmar que já consegui ficar em pé na primeira onda que peguei! :)

Ainda temos muito a contar, mas vamos fazer isso no próximo post... Hoje a Lisa foi fazer Yoga aqui em Ubud, que fica no centro da ilha, na escola mais conhecida de Bali, mas deixo pra ela contar a experiência depois!

No menu de 'Fotos' acima,várias fotos de Bali!

Um abraço!

Everton

terça-feira, 14 de abril de 2015

Travel log #8- Indonesia - Aniversário em Bali



Chegamos ontem a noite (13-04-2015) em Bali na Indonésia. Dezenas de taxistas esperando na saída do aeroporto pra tentar fisgar um gringo e fazer uma corrida... Grande parte dos táxis aqui não usam o taxímetro. Ja tínhamos lido no Lonely Planet (nosso guia de viagem) que só havia uma empresa confiável, a Blue Bird. O problema foi encontrar ontem a noite o tal do taxi Blue Bird, já que eles não são autorizados a entrarem no aeroporto e já passava das 22h... Nós ainda com roupas de frio (enfrentamos um friozinho de cerca de 10 graus em Melbourne no mesmo dia), descobrindo da pior forma como é calor por aqui, vencidos pelo cansaço depois de horas de viagem, acabamos cedendo e pegamos um taxi 'oficial' do aeroporto. Pagamos mais de 10 vezes do que seria o valor de um taxi com taxímetro funcionando. "Bem vindos a Bali", foi o que o taxista arranhou com inglês bem mequetrefe... :)

Mas não vou ainda falar da cidade não! Terá outro post pra isso em breve. O motivo desta curta publicação é só pra desejar um FELIZ ANIVERSÁRIO pra minha parceira de viagem!

Hoje (15 de Abril) a Lisa completa seus 40 aninhos aqui na Indonesia... É um motivo mais que suficiente pra ter festa por aqui!

Sou muito grato por ter a Lisa na minha vida, como minha esposa e como minha parceira nesta aventura!

Happy birthday Lisa!


Everton

Nosso primeiro almoço em Bali



Update #1 - Só uma foto pra mostrar como foi o aniversário da Lisa :)

Obs: Novas fotos adicionadas da Austrália e também de Bali! Clique no menu 'Fotos', acima...

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Travel Log #7 - Australia - Brisbane, Sydney and Melbourne



O tempo passou tão rápido aqui na Austrália... mal deu tempo de atualizar o blog e nossa temporada aqui ja está acabando... É hora de falar um pouquinho mais deste país gigantesco que muitas vezes é chamado de continente - quase do tamanho do Brasil.

É claro que seria impossível visitarmos todas as regiões, tanto pelas distâncias percorridas e o tempo requerido, quanto pelo valor da moeda - este é um país bem caro para os pobres brasileiros, então decidimos por uma rápida passada em três das principais cidades: Brisbane, Sydney e Melbourne, além de uma parada em uma pequena cidade do interior: Lismore.

Brisbane

Brisbane é uma cidade interessante, nem grande, nem pequena. Com seus 2 milhões de habitantes lembra muito Curitiba... Não foi raro estarmos andando pelas ruas do centro e encontrarmos similaridades com nossa capital paranaense. O centro (chamado aqui de CBD) tem muitos prédios modernos com uma arquitetura lindíssima! É comum ver engravatados andando pelas ruas e também muito luxo. Carros imponentes e lojas caras.
O Rio Brisbane que serpenteia pela cidade permite que um sistema de ferries funcione na cidade. Existem inúmeros barcos cruzando o rio o tempo todo em direção às dezenas de portos. Um jeito rápido de encurtar distâncias. Para os que viajam de maneira mais econômica, por assim dizer, vamos deixar uma dica: Existe um ferry gratuito que parte a cada meia hora para os principais portos... basta esperar pelo ferry vermelho! :)

O que mais chamou atenção na cidade foi a praia artificial em South Bank. Quando nossos anfitriões Michael e Suzanne nos disseram para levar roupas de banho para este lugar,  não imaginávamos que seria tão interessante (no Travel log #6 a Lisa já comentou sobre esta praia). Desviando um pouco o assunto, é importante comentar como a gente cruza com pessoas interessantíssimas em nossa viagem. O Michael que mencionei acima nos contou de uma viagem que fez no passado com 5 amigos... Eles fizeram uma 'vaquinha' pra comprar um pequeno veleiro e começaram uma viagem navegando por vários paises do mundo. O veleiro era tão simples que as velas eram panos velhos, costurados um no outro... Com o tempo, acabaram melhorando um pouco algumas coisas. A viagem durou varios meses até naufragarem na costa da Itália. Todos sobreviveram do ocorrido e agora, 30 anos depois, eles ainda se encontram de tempos em tempos para relembrarem as aventuras. Pudemos ver reportagens de jornal da época,  a rota que eles fizeram e ficamos horas ouvindo as aventuras! Este é um perfeito exemplo de pessoas que tomaram uma atitude de mudar, de ver o mundo, de sair da zona de conforto. É extremamente evidente o bem que isso fez em suas vidas.


Gold Coast, Surfers Paradise e Byron Bay



A costa leste ao sul de Brisbane é muito famosa pelo surf. Aqui na Austrália as crianças aprendem surf nas escolas, então imaginem a quantidade de pessoas no mar em suas pranchas... Praias badaladas, gente bonita e muitas festas... Apesar de Gold Coast ser o lugar mais turístico (tem até Aeroporto internacional), o lugar preferido por muitos nativos é Byron Bay. Ficamos só um dia por lá e, embora eu quisesse fazer umas aulas de surf, o clima não estava muito propício - já está começando a fazer uns dias mais frios por aqui. Mesmo assim, curtimos o lugar e caminhamos bastante pelas trilhas que acompanham as praias. Aos brasileiros que não estão acostumados com isso, nestas praias existem mulheres fazendo topless, portanto, não deixa de ser uma atração turística a parte ;)



Sydney

Embora seja a maior e mais famosa cidade do País, esta não é a capital do país. A capital é Canberra, uma cidade planejada com este fim, muito similar ao que ocorreu com Brasília.
Ao chegarmos, fomos direto aproveitar o tempo bom para conhecer o mais famoso cartão postal da cidade - talvez até do país - o Opera House. Este imponente centro de espetáculos se assemelha com algumas obras do Brasil: Demorou 14 anos a ser concluído (muito depois do esperado) e teve uma variação de custo de mais de 1000% em relação ao planejado.



Praias de Sydney

A praia mais famosa da Austrália fica aqui: Bondi Beach (pronuncia-se bon-dai). Esta praia é tão badalada que existe até uma série de TV filmada aqui, o programa Bondi Rescue. É tosco, mas interessante pra ouvir um pouco do sotaque australiano.
A praia em si não tem nada de muito bela, mas uma enorme fama e história,  por estar em um bairro da cidade. É muito tradicional entre os locais.

Embora seja uma cidade de um bom padrão, eu (Everton) particularmente não me identifiquei muito com o local. Não sei explicar ao certo o motivo, mas acabei preferindo as outras cidades do país. Ao que parece, as pessoas aqui são consumistas ao extremo, dando mais importância ao 'ter' do que ao 'ser'. É claro que não posso generalizar... ficamos pouco tempo aqui para ter uma visão mais concreta, mas é algo percebido.

Melbourne

Mais uma grande e bela cidade. O luxo de muitos prédios comerciais chama a atenção. Pessoas bem vestidas na rua, trânsito pesado, uma típica cidade grande de país desenvolvido. Sem dúvida um local que chama a atenção. O transporte público é muito bem estruturado, com ônibus, trens, bondes uma malha de ciclovias bem desenhada e mais uma vez o toque de um país com pessoas civilizadas: tudo é muito limpo e organizado. Tudo funciona.

Ahhh... como o Brasil poderia ser se não fosse a corrupção!

Estamos na casa de um casal muito simpático que nos falou algo muito interessante. Eles ja viajaram por vários lugares do mundo - e adoram viajar - mas por mais que vejam novas culturas e experimentem novas experiência,  eles sempre percebem como o pais deles é bom e como é bom voltar pra casa. Para eles, este é o melhor local para se viver. Infelizmente, este não é o tipo de sentimento que tenho pelo local que nasci. Ahhh... Brasil, quantos problemas você tem!


Nível de vida
Indiscutivelmente, os Australianos possuem um nivel de vida mais elevado que os Neozelandeses. Percebe-se muito - e ouve-se dos próprios australianos - que eles são muito consumistas, copiando os estadunidenses. Isso é fato. Os carrões nas ruas, as lojas de grife mais caras do mundo, o modo de se vestir...
Onde há muita riqueza, entretanto, também há pobreza. É comum ver nas ruas pessoas pedindo esmolas e até dormindo em barracas improvisadas em praças, coisa que praticamente não vimos na Nova Zelândia. Aqui parece haver um gap social maior entre ricos e pobres... Nada comparado ao nosso querido país, mas algo comum em paises extremamente capitalistas.

Na seção de fotos (clique aqui) tem várias fotos da Austrália e também algumas novas fotos da Nova Zelândia.

Um abraço e um bom final de semana!

Everton

terça-feira, 31 de março de 2015

Travel log #6 - Australia - Brisbane



Olá! Dessa vez a versão feminina em nosso blog! Este é o primeiro post da Lisa.

Logo que chegamos na "Nova" Zelândia, me perguntei...mas onde fica a Zelândia? ...nunca tinha pensado nisso antes e, pra quem não sabe (assim como eu não sabia), fica na Holanda! Os holandeses foram os primerios a chegar nessa nova terra e foram eles quem a batizaram com esse nome. Porém só depois vieram os escoceses e finalmente os ingleses que chegaram para lutar pela posse da terra e pela expulsão dos Maoris, o povo indígena que morava ali há cerca de 400 anos.

Agora falando da nossa história, bem antes de começar nossa viagem imaginávamos sentir muitas emoções fazendo esportes radicais na NZ, mas como o preço estava salgado para viajantes low cost como nós, nos contentamos apenas em conhecer as belezas naturais do país, que aliás são inúmeras! O que não imaginávamos é que as altas emoções começariam pouco antes de deixarmos o país! Uma noite antes do vôo para a Australia, pegamos um ônibus noturno de Wellington para Auckland, o qual daria tempo suficiente para chegar na cidade e pegar outro bus para o aeroporto. Bem, pra começar quando entramos no ônibus noturno com beliches (e não com bancos estilo ônibus leito), ficamos felizes e cada um pegou uma cama, mas logo veio o comissário - aquele que viaja junto com o motorista - e, após verificar nossa passagem, pediu para escolhermos ficar ou em cima ou em baixo. Inacreditável pois a cama com apenas 90 cm de largura era para duas pessoas e a prova disso era uma cortininha que quando puxada separava bem no meio a cama.  Agora imagina viajar com um estranho e ter que dividir esse espaço!

Quando amanheceu e despertamos da noite mal dormida, percebemos a chuva, o congestionamento e o ônibus já atrasado em uma hora! E com muita oração para não perder o vôo conseguimos chegar no aeroporto uma hora antes do vôo partir, ou seja, meia hora antes de fecharem os portões de embarque. E agora? o check-in era só por máquina e precisávamos de uma atendente, pois nossa passagem era para Bali, com conexão em Brisbane (conseguimos nosso visto para Australia dias antes de sair do Brasil e o próximo destino já estava comprado para a Indonésia, mas com os vistos na mão, desistimos de Bali para descer em Brisbane e assim precisávamos pedir que despachassem as bagagens em Brisbane e isso não tinha como fazer numa máquina)!
Quando finalmente conseguimos uma atendente, ela imprimiu nossas passagens, deixou em cima do balcão, disse alguma coisa e saiu. Faltavam 15 minutos para fechar os portões de embarque. Eu disse ao Everton..."mas onde ela foi?" "Nao sei! Ela disse hold on (espere)!" Quando estávamos 15 minutos esperando ela voltar, fiquei desesperada e fui atrás da donzela, entrei num corredor e na primeira porta que olhei lá estava ela... implorei por ajuda e ela só disse "o que voces ainda fazem aqui?" Ela foi muito rude em nos deixar esperando, sem orientação alguma! Mas com ajuda de outra funcionária, que nos indicou pra onde ir, corremos tanto que eu quase infartei, porém conseguimos entrar no avião, que felizmente estava atrasado! Caso contrário, teríamos perdido essse vôo!

Chegamos ao país que eu tanto queria conhecer e na primeira casa que ficamos, descobrimos que uma cobra de mais ou menos 3 metros mora no porão da casa. Se eles tem medo? Não, pois elas fazem parte da natureza do país e eles conseguem conviver muito bem com elas desde que saibam que não é perigosa. Por aqui existe até a carrocinha das cobras, caso não queira conviver com uma cobra no quintal, basta contratar o serviço que o pessoal vem, captura ela e a larga a uns 1000 metros de distância, já que é proibido matar ou largar a mais de 1 km de onde foi capturada. Está aí um trabalho que eu não poderia fazer!

Passeando por Brisbane, uma cidade do tamanho de Curitiba, pegamos um ferry até South Bank, e ficamos maravilhados quando nos deparamos com uma praia artificial no meio da cidade, a beira do rio Brisbane, um lugar com cadeiras para tomar sol, gramado para quem quer sol sem se molhar, mesas de piquenique, diversos brinquedos com água para crianças. Foi nesse lugar que vimos um lagarto de mais de meio metro e pássaros grandes e diferentes. Também nesse lugar turísitico, se cultivam algums temperos e hortaliças, e quando colhem, colocam num carrinho para quem quiser levar.

Em outra casa que ficamos, a mulher tinha uma criação natural de aranhas! Pense em umas senhoras aranhas! Primeiro vem a emoção do susto e depois de saber que não são perigosas vem a emoção de conseguir um bom ângulo para a foto. Aranhas do tamanho da palma da minha mão com teias de mais de um metro, que construíam de uma árvore a outra. Acho que a dona da casa se arrependeu de nos mostrar as aranhas no quintal, pois nos disse "só não vão me chamar de Senhora Aranha!". Pra nós esses animais são estranhos mesmo e o mais estranho é o convívio com eles. Por aqui também vimos perus selvagens circulando pelas casas, eles costumam destruir as hortas dos moradores, além de um pássaro estranho, que faz com que os ciclistas usem um capacete com pontas metálicas, pois esse pássaro ataca a cabeça das pessoas quando eles estão com filhotes, é uma forma de proteger seu território!

Na terceira casa que ficamos fui ajudar a mulher no jardim, vesti minhas botas e um chapeu emprestado. Quando terminamos tirei as botas e vi uma sanguessuga em cada tornozelo. Isso não foi uma emoção nada boa! Tentei tirar com um chinelo mas não consegui e ai griteiii!!! O Everton arrancou com a mão o bicho mais asqueroso que conheci até então! Para estancar o sangue aprendi que se coloca um pedacinho de papel higiênico no ferimento.

Ontem foi aniversário do Everton! Teve bolo de chocolate e jantar com pizza e cerveja. Estamos hospedados numa fazenda, assim teve pouca gente mas muitos convidados: nossa anfitriã e nós, um cão, duas galinhas, um galo, duas vaquinhas, um bezerro e os três porquinhos...ahh...já ia me esquecendo ...e a cobra! Essa nem a dona da casa sabia! Foi o presente de aniversário mais emocionante que o Everton já teve, nunca o tinha visto levar um susto tão grande: era de manhã e ele estava na varanda da casa, então ergueu um colchonete de yoga que estava enrolado e nisso viu a cobra! Só deu tempo de pular pra trás! Até que era bem bonita, com desenhos geométricos e medindo uns 80 a 90 cm. Nossa anfitriã vestiu suas botas e pediu para nos afastarmos, então ela pegou uma vassoura e chegou mais perto da cobra e viu que não era venenosa, assim a tocou dali e foi se esconder no deck debaixo da varanda.  

Obs: Como a conexão com a Internet aqui é bem lenta e limitada, não vamos conseguir postar as fotos agora! Mas assim que der, vamos publicá-las!

Um beijo!  

Lisa

domingo, 22 de março de 2015

Travel log #5 - Obrigado Nova Zelândia!



Já estamos nos despedindo deste maravilhoso país para nosso próximo destino, a Austrália. Quase um mês aqui que passou muito rápido! Muitas amizades, diferentes culturas, inigualável beleza natural a pessoas muito, muito educadas! Já estamos sentindo saudades desta terra de tantas atrações, como rios e lagos de águas totalmente transparentes, glaciers (geleiras), vulcões, águas quentes espirrando da terra, piscinas de lama e uma infraestrutura incrível para receber bem os turistas.

O país tem aproximadamente 4.5 milhões de habitantes, e em geral, cerca de 3 milhões de turistas passam aqui todos os anos... O Brasil deveria aprender com os Kiwis como se pode ganhar dinheiro com o turismo de forma honesta e não como ocorre em nosso país, onde o turista (principalmente o estrangeiro) é sempre explorado! Aqui eles nos atendem sempre muito bem! A cada porção de quilômetros nós encontrávamos paradas com banheiros públicos limpos, muitas áreas de camping com infraestrutura completa para atender desde simples barracas a luxuosos motor homes.

Mas antes de nossa despedida, mais alguns lugares maravilhosos que visitamos.

Queenstown - Um dos lugares mais charmosos do país
Antes mesmo de sairmos do Brasil, já tinhamos ouvido falar deste pedaço de terra que é um pequeno paraíso. Na verdade, é difícil escolher "o" lugar mais bonito devido à grande diversidade deste país, mas Queenstown é sem dúvidas um dos lugares mais belos aqui. Uma cidadezinha bem turística e isolada, banhada por um lago de águas límpidas que atrai milhares de turistas pelas belezas naturais e pelos esportes radicais. A cidade respira adrenalina em meio às dezenas de lojas que vendem pacotes para as mais variadas maluquices!




E bem no topo da vila, uma montanha com um teleférico levando ao pico.  Uma vista deslumbrante! De lá partem asa-deltas e paragliders que tentam pousar em um alvo detro lago. Um show com muitos espectadores, torcida e aplausos ao entardecer. Queríamos chegar ao topo, mas ao invés de irmos da forma fácil (de teleférico), decidimos por queimar um pouco de energia e subimos a pé até lá.  Nada muito difícil, mas só chegamos depois de duas horas mata a dentro. Conforme subíamos, a vista se transformava e tornava-se cada vez mais bela, sem contar os Mountain bikers que avistávamos descendo a toda velocidade em trilhas paralelas.



Incrível lugar, recomendamos a todos! Embora os preços sejam um pouco mais caros se comparados ao restante do país (até pela distância), é possivel encontrar hostels com preços bem acessíveis.

Costa oeste e parque nacional Abel Tasman

Em Queenstown fizemos algo que estavam nos recomendando desde que chegamos à Ilha Sul: alugamos um carro. Ficamos 4 dias com o carro e pudemos conhecer toda a costa oeste da ilha, onde encontramos paisagens dignas de cartões postais. Praias lindas e desertas, uma imensa costa com raras casas e praticamente nenhum habitante.

No meio do caminho havia uma geleira
Algo dificil de explicar é um glacier, que é como se fosse um iceberg, mas ao invés de estar no mar, ele fica na terra. Visitamos o Fox Glacier, um geleira enorme, com centenas de quilômetros de extensão. 



Esta geleira se espreme em um vale, entre altas montanhas e fica lá, se derretendo aos poucos. É incrível que, mesmo em uma temperatura consideravelmente alta (cerca de 15°C), a montanha de gelo continue 'gelo', embora a cada ano ela reduza um pouco de tamanho.

Abel Tasman


Ao extremo norte da ilha sul encontra-se o parque nacional mais famoso do país, o Abel Tasman. A infraestrutura deste gigantesco parque é algo inimaginável. As pesoas muitas vezes ficam dias caminhando nas trilhas e acampanho no meio do caminho. Todas as trilhas são extremamente bem demarcadas e a cada determinada distância, existem os Huts (ou Cabanas), que são alojamentos públicos mantidos pelo departamento de conservação com banheiros, cozinhas, quartos com camas e colchões e tudo na mais perfeita ordem. Existe um esquema de reserva para estes Huts, em que você pode fazer de acordo com o seu trajeto dentro do parque. Alguns trajetos podem durar mais de uma semana e fico pensando em como deve ser bom encontrar esta estrutura te esperando após horas de caminhada na mata preservada. Quem não quer utilizar os huts, pode simplesmente montar a barraca a aproveitar toda a infraestrutura provida. Infelizmente só tivemos um dia para visitar o parque, então optamos por pegar um barco para ver toda a extensão do parque, além de uma colônia de focas em uma pequena ilha. Ainda tivemos um tempinho para fazer uma curta trilha de duas horas! Nada mal... :)

Um jeito alternativo (e barato) de viajar.
Já tinhamos lido a respeito, mas demoramos muito pra começar a experimentar este tipo de transporte: carona. Como é facil pegar carona aqui! A carona mais rapida que pegamos foi em 3 minutos e a mais demorada foi à noite, em uma pequena vila no meio do nada: 15 minutos! Acho que ainda estávamos com aquele preconceito sobre segurança e se seria realmete possivel percorrer grandes distâncias desta forma e acreditem, teríamos economizado alguma centena de dolares se tivéssemos começado antes a pedir caronas! Todas as pessoas que conhecemos foram muito cordeais e prestativas e tivemos ótimas conversas enquanto viajávamos! Fica a dica: caronas realmente funcionam na Nova Zelândia! :)


O que mais gostamos na Nova Zelândia
Como já falamos em nossos outros posts, tudo aqui é muito agradável, a simpatia, hospitalidade e cordialidade das pessoas foi algo que nos marcou muito, sem contar os extremos da natureza que só existem aqui. Este é realmente um local para guardarmos na memória!

O que menos gostamos
- O que percebemos desde o início foi a ausência do café da manhã nos hostels, algo tão comum na Europa e até no Brasil. Ao invés de proverem café da manhã, entretanto, os hostels dispõem de cozinhas completas de livre acesso aos hóspedes. Assim, cada um pode peparar suas próprias refeições.

- Sistema de ônibus públicos - Diferentemente do Brasil, o ônibus intermunicipais não são tão frequentes, e muitas vezes é necessário fazer conexões entre cidades. Muito provavelmente devido à pequena população do país e aos baixíssimos preços dos carros. É possivel comprar carros usados japoneses (por exemplo Honda, Nissan) por pouco mais de 2 mil dólares, nada mal, não é?

E assim nos despedimos da Nova Zelândia... 

THANK YOU VERY MUCH KIWIS!

sábado, 14 de março de 2015

Travel log #4 - Nova Zelândia - Capital e ilha sul

Antes de rumarmos para a ilha sul - a parte menos habitada, porém maior - fizemos uma parada de três noites em Wellington, a capital. A primeira surpresa se deu ao sairmos do ônibus,  pelas 22h: Um frio com muito vento, o que fazia a temperatura parecer ainda mais baixa. Nós que havíamos deixado Napier sob um forte calor, não estávamos esperando tamanho frio.

Mas nós deveríamos estar preparados. Ainda em Rotorua, nos explicaram que devido à posição da cidade - de frente para o sul, sobressaindo-se do restante da costa e recebendo diretamente os ventos polares - a cidade é conhecida pelos fortes ventos e clima instável. O apelido da cidade é Windy Welly, uma referência aos ventos que ali assopram.

A cidade é bela, muito bem estruturada e banhada pelo límpido e esverdeado Oceano Pacífico. Ahh Pacifico! Que cor linda ele tem!

Em Wellington, nossos anfitriões Phill e Marie-Claire nos apresentaram a um brasileiro que mora na cidade. Pra nossa sorte era domingo e ele tirou o dia para nos mostrar vários lugares da capital. O Eduardo é mineiro e trabalha há uns 4 anos no país. Ele se sente muito realizado em viver aqui e disse que não pensa em voltar ao Brasil. Pudemos conhecer com ele e sua namorada Matilde diversos locais interessantes que seriam muito mais difíceis de chegar sem carro.

No dia seguinte, acabamos não conseguindo aproveitar a cidade em sua plenitude, pois precisávamos acertar muitas coisas ainda do Brasil que ficaram por resolver e também os próximos destinos. Nem só de passeios se faz uma viagem ao mundo! Quase diariamente temos que parar e planejar os próximos dias.



Uma das coisas que nos chamou a atenção foi uma rua com o nome Everton em Wellington! Sim, e além da rua, alguns condomínios com este nome. Podem procurar no Google Maps! Está lá em Wellington!

Nelson - Primeira parada da ilha sul

Bem cedo, no dia seguinte, acordamos pra pegar o ferry para a ilha sul. Apesar de serem apenas 90 km distantes uma da outra, a travessia demora 3,5h. O ferry mais parecia um navio de cruzeiro - guardadas as devidas proporções - bem estruturado com restaurantes e até cinema! Foi ali dentro que tivemos que pela primeira vez pedir uma carona! Não tínhamos conseguido passagrns de ônibus para o próximo destino após o ferry e então lá foi a Lisa com um cartaz pedindo carona dentro do barco. É claro que pra esses assuntos é mais fácil uma mulher ganhar uma carona! E nem 3 minutos depois ela volta dizendo que tinha conseguido a carona com um casal estadunidense que tinham alugado um carro e tambem estavam viajando.

Após nossa carona de mais de 200km, chegamos ao nosso destino. Nelson é uma cidadezinha pequena muito acolhedora e com o maior porto de pesca da ilha sul. Ficamos em uma casa com um visual incrivel da baía, bem de frente para o canal onde passam os barcos. Nossa anfitriã Judy nos levou para conhecer locais incriveis e o Everton aproveitou pra nadar um pouco e o cachorrinho dela foi junto.




Estas raízes são de árvores que sempre estiveram aí, mas conforme o mar foi avançando, as arvores acabaram morrendo e a faixa de areia foi se ampliando.

Com exceção daquela carona, temos viajado de ônibus.

Christchurch - A cidade do terremoto.

Em meio às belezas do país, esta cidade chamou muito a atenção pela faixa de destruição deixada por terremotos em 2010 e 2011. Além das 186 mortes, grande parte dos predios da área central teve sua estrutura comprometida e já foram ou serão demolidos. A cidade tem um plano ambicioso de reconstrução total das areas afetadas, chamado de re:Start (recomeço). Esta foi a primeira cidade da Nova Zelândia. Fundada em 1856, é ainda hoje conhecida como a cidade de maior influência britânica.



A sensação que dá ao percorrermos a cidade é estranha. Diversas quadras sem nenhuma construção, locais que antes abrigavam prédios e davam empregos a muitas pessoas, transformados apenas em quadras vazias. Ainda há muitos prédios condenados que necessitam ser demolidos e este trabalho ainda levará muitos anos.

Também encontramos casas abandonadas - ainda com o carro na garagem - locais interditados pelo risco de cairem a qualquer momento.





Na casa da nossa anfitriã Averil pudemos observar várias rachaduras cusadas pelos terremotos . Segundo ela, tecnologia japonesa está sendo utilizada nos projetos dos novos prédios que serão erguidos na cidade. Ninguém melhor que os japoneses pra entender de terremotos.

-------
Comentários:

1) Temos recebidos alguns pedidos de publicações mais frequentes no blog, mas nem sempre conseguimos encontrar tempo (ou Internet) pra fazer isso. Como bem apontado pelo Rodrigo (irmão da Lisa), isso aqui está mais para um semanário do que um diário de bordo. Pensando nisso resolvemos alterar o nome de 'Diário de Bordo' para 'Travel Log'. Acho que faz mais sentido!

2) A seção de fotos do site é geralmente atualizada em momentos distintos do restante do conteúdo. Por isso, mesmo que as vezes aparentemente não haja atualização do blog, dê uma olhada na fotos (no menu), pois podem haver fotos fresquinhas lá!

3) Nos próximos dias pegaremos um carro para fazer a costa oeste da ilha sul em 4 dias. Então, não sabemos quando será a próxima publicação. Além disso, se ouvirem uma notícia que há um furacão se aproximado da Nova Zelândia, não se preocupem, pois ele está se dirigindo à ilha norte, sem previsões de aparecer por aqui.