Casal Mundo Afora - Registros de uma viagem mundo a afora.

domingo, 10 de maio de 2015

Travel log #12- Malásia 40 graus - Perhentian Islands

(por Everton)

Este post é só pra mostrar um pouco o paraíso que chegamos ontem, aqui na Malásia. As ilhas Perhentian, na costa leste do país. Sabe aqueles filmes que mostram ilhas paradisíacas? Este é o lugar!!



Céu perfeito. Águas quentes e muito transparentes. Muita vida marinha e nada de poluição.



Até agora, a mais bela praia que já conhecemos!

Aproveitei pra fazer um mergulho, além do snorkeling que tinhamos feito ontem e, mesmo a 16 metros de profundidade a água ainda estava 30 graus!


E aí na sua cidade, muito frio?? :)

Um abraço!!!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Travel log #11 - Bali e Jacarta

(por Lisa)

Em Bali visitamos praias próximas a praia de Kuta, onde estávamos hospedados, e depois fomos para Ubud, uma cidade bem próxima dali, cerca de 40 km de distância, mas 2 horas de percurso. Não vimos onde terminava uma e começava a outra, mas vimos de perto a superpopulação. Por onde se anda e pra onde se olha tem indonésio e isso percebemos também no outro dia, quando alugamos um carro e andamos pelo interior, rumo a conhecer o maior terraço de arroz da ilha de Bali, o famoso Jatiluwih. Foram mais duas horas dirigindo por outros 40 km nas precárias estradinhas só para realizar meu sonho de conhecer os terraços de arroz! Não poderíamos deixar de conhecer as plantações do que eles comem nos café, almoço e jantar. Pudemos ver e tocar os diferentes tipos e cores de arroz ainda na planta.



Ubud também é conhecida por suas aulas de yoga! Lá fui eu para o lugar mais famoso da cidade, o tal de Yoga Barn Studio. Mesmo pra quem não curte esse "esporte", vale a pena ao menos passear nesse lugar tão aconchegante com áreas verdes, girassóis, terraço de arroz, sofás e uma infraestrutura muito bonita. Além de Yoga, também ofereciam massagem e capoeira. Agora pra quem gosta (daí você pode continuar a leitura)...vai ser difícil escolher qual aula fazer! Escolhe ai: Acro Yoga, Alchemy of Breath, Embodied Flow, Gentle Yoga, Hatha Flow, Hatha Yoga, Iyengar Yoga, Kundalini Yoga, Morning Flow, Nada Yoga, Power Yoga, Pranayama, QI Gong, Restorative Yoga,  Tight Guy Yoga, Vinyasa Flow, Vinyasa Slow, Women's Balance Yoga, Yin Yoga, Yin Yoga Healing,  Yin & Meditation,  Yoga Nidra e Yoga Therapy.

Foram muito boas as duas diferentes aulas que fiz, Yin e Vinyasa, sala cheia mas apenas turistas praticando, inclusive poucos eram os professores indonésios. Então, todo nativo que cruzasse meu caminho e falasse inglês, eu puxava o assunto de Yoga, questionando se isso era mesmo coisa pra turista pois até onde eu sabia, isso fazia parte da cultura deles, já que em Bali se pratica hinduísmo. Descobri então que yoga fez parte do passado das vovós daqui e que foi morrendo com o tempo mas que vem se tornando uma tendência novamente... mas para atrair praticantes e professores de yoga. Mesmo assim o povo é bem zen.

Ubud teve as melhores  vitrines de toda a viagem (até aqui) e gostaria de poder comprar um vestido por loja...mas o tempo todo eu tinha alguem para me lembrar que no momento sou mochileira e tudo o que eu queria não caberia na mochila, então amigas quando vierem visitar a Ásia, deixem Bali como ultimo destino, para voltarem bem contentes pra casa!

Visitamos também a floresta dos macacos, onde eles são muito engraçadinhos...comem tudo o que encontram ou o que ganham, tiram piolho, fazem massagem, sobem no ombro, arrancam óculos e comida de turistas menos avisados.



Voltamos para a praia de Kuta, para mais 4 dias de férias das férias e lá encontramos um memorial exatamente onde em 2009 havia uma boate e onde morreram mais de 200 pessoas, por conta de um carro bomba. Hoje nesse lugar citam os nomes dos que morreram, a maioria turistas incluindo 2 brasileiros. Esse atentado terrorista foi provocado por radicais islâmicos.Nosso taxista contou que naquele dia ele estava com 3 clientes no carro e passando próximo à boate. Um dos rapazes estava com a cabeça e o braço para fora do carro, olhando o movimento na rua, quando de repente ele viu a explosão, ou pior, nunca mais viu por um olho. Estilhaços do parabrisa atingiram-no, o que o deixou cego de um olho e com sequelas em um dos braços até hoje. Ele teve ferimentos que o deixaram internado por um ano. Já o cliente ao seu lado morreu na hora.

Outra história triste foi ver os "Bali Nine", como se dizia por aqui nos noticiários, os nove condenados a pena de morte. Com uma lei severa dessas, se imagina quando estamos de longe, que por aqui é muito difícil comprar drogas, certo? Não! Nas vezes em que saímos a noite, apenas caminhando nas calçadas em frente aos pubs, foram inúmeros os jovens indonésios nos oferecendo drogas... e de tudo! É triste por um lado ver uma lei tão dura como a pena de morte e por outro lado vistas grossas à venda e ao consumo interno!

Dissemos "Bye Bali" e seguimos para Jacarta, capital do país, sediada na ilha de Java. Já no aeroporto vimos uma sala de oração! Chegamos no parte islamica do país, religião onde as orações comecam cedo...tem mesquita para orar em todo lugar como em museu, em empresas, em escolas, rodoviária, etc.
Chegamos lá bem no dia em que o brasileiro foi executado. Em geral, a opinião das pessoas é de que concordam com a execução dos condenados, pois já que é lei, deve ser cumprida. Aqui também está na lei que se deve parar no sinal vermelho e usar capacetes, mas essas leis (citando só 2 exemplos), a grande maioria não respeita. Sentimos que o presidente é tratado com imenso respeito pelo povo, e se o presidente tem uma postura, as pessoas parecem concordar sem questionar muito.




A cidade é enorme, lembra São Paulo, com muita disparidade social e poluição. Vimos rios muito sujos, piores que o Tietê, além do urbanismo de Jacarta não ser amigo dos pedestres. Praticamente não há calçadas transitáveis e as poucas que encontramos haviam carros estacionados. Muitos bueiros e galerias abertas, onde deveriam ser as calçadas. É muito difícil atravessar as ruas, mesmo tendo faixa de pedestre e o sinal aberto para atravessarmos, os motoristas simplesmente não param!! O Everton quase foi atropelado por um Baj-daj, que é o tuc-tuc aqui da Indonésia.



Andando pela parte bonita da cidade, fomos no principal ponto turístico, o Monumento Nacional. Lá de cima se vê toda a cidade. Nos sentimos celebridades nas ruas de Jacarta! Na primeira quadra ao deixar o hotel fomos parados por dois homens que pediram  para tirar fotos de nós e junto de nós! Até então só o contrário tinha acontecido! Bem, isso prosseguiu por todo o tempo em que ficamos lá, é curioso de ver como turista ainda chama muito a atenção deles. Imagine minhas primas e amigas loiras e de olhos azuis que sucesso fariam!
Pelo menos em Jacarta, nosso hotel tinha água quente para o banho e assim meus banhos deixaram de bater recorde em velocidade. Banho frio ninguém merece! A menos que você goste!

Até o próximo post!

Para mais fotos, clique aqui!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

E a juventude vai escoando entre os dedos.


Olá pessoal!

Ainda estamos em Jakarta, Indonésia e amanhã vamos à Malásia. Muito em breve postaremos sobre todas as nossas experiências e impressões da Indonésia, incluindo a visão do povo aqui sobre drogas e a execução dos condenados.

Hoje não vamos falar da viagem, estou apenas postando um texto excelente que recebemos do My Friend Douglas...




Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.
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A fonte que encontrei foi: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/a-triste-geracao-que-virou-escrava-da-propria-carreira-2/ 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Travel log #10 - Indonesia (e um pouco ainda de Austrália)

(por Lisa)

Lembram da sanguessuga que me pegou? Não!? Então você não leu o Travel log #6. Eu jamais vou esquecer! Disseram que depois de 3 dias começaria a coçar onde ela se grudou, fiquei contando os dias e no quarto dia fiquei feliz por não passar por essa! A coceira horrosa chegou no oitavo dia e durou mais uns 5 dias, pelo menos!

Também vimos animais incríveis como os Wallabys, na pequena cidade de Lismore, que são muito parecidos com os cangurus, porém menores. Passeamos por Nimbin, uma cidade vizinha e menor ainda, a qual tínhamos lido a respeito e ficamos curiosos para ver a cidade dos Hippies.  Ao chegarmos, vimos um povo pra lá de alternativo! Tinham os turistas jovens e os nativos... homens de idade usando roupas de hippie, todos visivelmente adeptos da cannabis. Não gostamos nem um pouco do clima desse lugarejo e muito menos de alguns "senhores" que se achavam donos das ruas e vinham em minha direção me proibindo de tirar fotos ali! Não se fazem mais hippies como antigamente. Onde ficou a "paz e amor"?
Seguimos para Sydney, ver a Opera House e fazer piquinique na praia de Tamarama. Não foi nada de farofa não... piquinique chique, usando a churrasqueira! Muito legal a piscina que tem na praia de Bondi Beach, alimentada com a água do mar.





Mas foi somente em Melbourne, e no ultimo dia de passeio pela Austrália é que vimos os cangurus, as koalas, os dingos (tipo um cachorro selvagem), o plátipo (um estranho animal aquático), o diabo da Tasmânia (esse é muito feio e acho que isso explica seu nome) e outos animais nativos como o wombats (fofo como koala mas com cara de um roedor gigante). Para ver de perto esses animais típicos da Australia, fomos até Healsville Sanctuary, a uma hora de Melbourne. E vale a pena pagar um pouco a mais para ver o show dos pássaros que voam a céu aberto dando rasantes sobre a cabeça do público que se diverte sentado assistindo a obediência dos pássaros. O percurso para se chegar nesse lugar, também foi lindo! Passamos pela região dos vinhos, bem ao lado da Chandon, a champagne mais famosa que conheço. Era outono e muito agradável de ver a cor das folhas se tornando avermelhadas com um céu azul de fundo.

Para mim os últimos dias na Austrália foram de alegria por estar ali, onde tudo é bonito mas de certa ansiedade em ir ao desconhecido sudeste asiático. Eu tinha receio do banho frio, da comida, da lingua diferente e...de que eu não gostaria! E eu não gostei! mas isso foi nas primeiras horas, com o choque térmico dos 30 graus na noite da chegada (e eu usando um meião de lã por baixo da calça), por ser explorado pelo taxista sem taxímetro, e pelo primeiro banho frio...o qual foi congelante mesmo no calor (não lembro há quantos anos não tomava banho frio!). Mas tomando emprestada essa frase sobre Bali: a primeira impressão não é a que fica!!!

No primeiro dia achamos tudo estranho, ruas muito estreitas, mais da metade dos carros que circulam são de taxi, alto movimento de motos, com aqueles que andam na contra-mão e aqueles que andam em cima da calçada...quando essa existe! Ficamos muito surpresos com o culto a religião Hindu! A cada manhã eles colocam uma cestinha de palha em frente ao comercio. Ali tem folhas verdes, flores, arroz cozido, um incenso ou cigarro e água. Vimos várias vezes eles fazerem o ritual de acender o incenso quando colocam a cestinha no chão. 



Logo entendemos que por aqui tudo gira em torno do turista. Há tanto comércio que é impossível você andar sem estar com a cabeça virada para o lado olhando o que tem lojinha-após-lojinha! As vezes, eu não queria comprar, apenas saber o preço, olhar melhor o material e andar um pouco mais pra ver outras coisas (mulheres me entendem!) Aqui isso não funciona nos camelôs! Todos começam com valores altos, e o que você paga depende de quanto se pechincha. Isso é muito chato, pois você não sabe quanto vale aquilo e eles insistem e dizem "you price", como quem diz "você faz o preço". Nem sempre é fácil se livrar, mas achei uma técnica ... eu olho para o Everton e digo a eles: "desculpe, mas ele não gostou!" e assim não insistem.

Estava contente com o fato de que eu não precisaria fazer mímicas para se comunicar pois o povo aqui se vira bem no inglês. Poucos são fluentes e a maioria fala o básico num sotaque bem engraçado, onde trocam o "F" por "P", por exemplo quando terminou a massagem a moça querendo dizer "Finish", disse "Pinish"! Talvez isso tenha influência do "coffee", que em indonésio é "kopi". Bem, falando em café, eles possuem um dos cafés mais caros do mundo, pois é, nem tudo por aqui é barato! Dizem que o café de Civet ou kopi Luwak, tem maior qualidade porque o animal silvestre Civet, seleciona as sementes de café que ele come e durante a digestão as enzimas e bactérias do animal fornecem uma qualidade superior as sementes que passam intactas pelo intestino. Assim, os grãos inteiros de café são processados e defecados e vendidos como um café bem especial! Nós experimentamos o "cafezes"!! Foi num supermercado, onde tinha degustação e o pacotinho com menos de 100 g era vendido por 25 dólares. Ahh! Sobre o gosto? Forte, mas simplesmente café!

Completei meus 4.0 na praia de Kuta, em Bali! Foi o aniversário mais diferente que eu poderia ter!
Como dia 15 de abril é uma data muito importante...hehe... tinha festa religiosa (Hindu) por aqui...daquelas que só acontecem duas vezes por ano. Então, depois de surfar, comprar presentinhos numa loja com preço na etiqueta (para não precisar pechinchar), e almoçar num restaurante típico, comendo com garfo e colher (pra que faca?!), fomos observar a festa, onde na cultura deles, levam cestas com oferendas nos templos, onde as mulheres vão muito bem trajadas com blusas de rendas, sarongs e cintos de tecido e apliques nos cabelos também bem penteados! E nesse dia eles me conquistaram! Todos me autorizaram e descobri que adoram ser fotografados! Que povo humilde e simpático!



Apesar de que não conseguimos ver um pôr do sol sossegado na praia ou ter uma simples conversa sem ser interrompido a todo instante por alguem vendendo alguma coisa. Seja produtos como pulseirinhas, chapéus, arco e flecha (??), chinelos, e acreditem...até cigarros! Seja serviços como massagem nos pés, nas costas, no corpo, tatuagem de henna, trancinha em cabelo. Infelizmente dizer "não, muito obrigada" ou "já comprei, hoje não", é o mesmo que dizer "ok, fique ai e continue insistindo". As vezes me sinto um pouco mal em me fingir de surda, pois ignorando é uma maneira de eles desistirem e seguirem até o proximo turista.

No dia seguinte, o Everton estava inspirado a iniciar com o surf. Ele ja estava decidido em aprender desde que estivemos em Byron Bay na Austrália. Que orgulho de ver ele subindo na primeira onda sobre uma long board! Fomos mais algumas vezes surfar no mar do Índico!



Passei do receio à paixão pelo lugar! Assim resolvemos estender alguns dias por aqui já que a sensação é que EVERY DAY IS SATURDAY!

sábado, 18 de abril de 2015

Travel log #9 - Indonésia - Primeiras impressões



Ao chegarmos em Bali, após quase dois meses em países 'desenvolvidos' - como costumamos chamar - não posso dizer que a primeira impressão da Indonésia tenha sido das melhores. Logo de cara, uma loucura no trânsito! Motoqueiros sem capacetes - às centenas - dividindo espaço com os carros em ruas estreitas onde o que vale é a lei do maior. O uso de buzinas forma uma melodia de 'Beeps' e coitado do pedestre que precisar atravessar! Chegamos no hotel que havíamos reservado, era tarde, fazia uns 30 graus, mas a sensação térmica talvez fosse de uns 38 °C, pois a gente não parava de transpirar. Após o primeiro banho frio da viagem, decidimos dormir e ver no dia seguinte o que o sul de Bali reservava para nós. Apenas um comentário: os banheiros dos hotéis que ficamos, não possuem chuveiro, um box, ou algo parecido com o que estamos acostumados. Simplesmente existe uma ducha de mão, no meio do banheiro. Depois de cada banho, fica tudo encharcado!

Ao sairmos cedo pela manhã para caminhar e conhecermos a cidade, começou a dor de cabeça dos milhares de vendedores realmente persistentes, querendo empurrar de tudo pra gente. Quem já esteve no Paraguai, em Ciudad del Este, tente imaginar o mesmo comportamento dos vendedores, mas eu diria que no mínimo umas três vezes pior! Sem contar que nada tem um preço indicado, então temos que perguntar item a item, e é claro que para os gringos o valor será bem maior, então tudo tem que ser na pechincha. Mesmo em artigos baratos, no estilo R$1,99, o preço sempre começa em IRP 150.000,00 (sim! Cento e cinquenta mil Rupias! Isso me lembra os planos Cruzado, Cruzeiro, etc., nos anos 80) o equivalente a uns R$ 35,00. Se tiver paciência para negociar e realmente quiser comprar, talvez consiga levar por 1/5 do preço original.

Nós realmente não gostamos disso e após estarmos quase um dia em Bali, a sensação era realmente de que queríamos ir embora! Vamos seguir viagem, era o que secretamente pensávamos, sem comentar muito o assunto entre nós.



Paciência é uma virtude!

A adaptação pode demorar um pouco e você precisa começar a se deixar levar pelas diferenças... No segundo dia, começamos a relaxar e a nos encantar pela cultura local. Lembro-me que pelo terceiro dia, mais ou menos, comentamos algo como 'Até que estou gostando mais daqui'. Ambos concordamos.

Na sequência foi a adaptação ao banho frio, ao banheiro todo molhado após os banhos, aos insistentes e inoportunos vendedores de rua, às minusculamente estreitas Gangs (esta é a forma como as vielas são conhecidas) sempre abarrotadas de um fluxo contínuo de motocicletas e carros...

A Indonésia é um país gigante, localizada entre dois continentes (Ásia e Oceania) com mais habitantes que o Brasil. É formada pela inimaginável quantidade de 17.508 ilhas. Com um povo simples, que trabalha duro e que sente na pele a disparidade da moeda em comparação com alguns vizinhos, eles estão tentando aos poucos se adaptar aos tempos modernos. A Indonésia é um país declaradamente muçulmano, com um presidente muçulmano, mas que tem em Bali uma situação diferente: aqui a maior concentração é de Hindus. Com a chegada do Islamismo na Indonésia por volta do ano de 1478, alguns habitantes da ilha de Java que não conseguiram se adaptar aos novos costumes, acabaram migrando para a ilha de Bali, que hoje é o maior destino turístico do país.



Depois de uns dias, começamos a perceber que o Balinês é um povo muito simpático, afetuoso e respeitoso. Só estando aqui para entender e sentir a vibração do lugar.

Na sequência, eu (Everton) fui fazer aulas de surf pela primeira vez até que não fui tão mal! A Lisa pode confirmar que já consegui ficar em pé na primeira onda que peguei! :)

Ainda temos muito a contar, mas vamos fazer isso no próximo post... Hoje a Lisa foi fazer Yoga aqui em Ubud, que fica no centro da ilha, na escola mais conhecida de Bali, mas deixo pra ela contar a experiência depois!

No menu de 'Fotos' acima,várias fotos de Bali!

Um abraço!

Everton

terça-feira, 14 de abril de 2015

Travel log #8- Indonesia - Aniversário em Bali



Chegamos ontem a noite (13-04-2015) em Bali na Indonésia. Dezenas de taxistas esperando na saída do aeroporto pra tentar fisgar um gringo e fazer uma corrida... Grande parte dos táxis aqui não usam o taxímetro. Ja tínhamos lido no Lonely Planet (nosso guia de viagem) que só havia uma empresa confiável, a Blue Bird. O problema foi encontrar ontem a noite o tal do taxi Blue Bird, já que eles não são autorizados a entrarem no aeroporto e já passava das 22h... Nós ainda com roupas de frio (enfrentamos um friozinho de cerca de 10 graus em Melbourne no mesmo dia), descobrindo da pior forma como é calor por aqui, vencidos pelo cansaço depois de horas de viagem, acabamos cedendo e pegamos um taxi 'oficial' do aeroporto. Pagamos mais de 10 vezes do que seria o valor de um taxi com taxímetro funcionando. "Bem vindos a Bali", foi o que o taxista arranhou com inglês bem mequetrefe... :)

Mas não vou ainda falar da cidade não! Terá outro post pra isso em breve. O motivo desta curta publicação é só pra desejar um FELIZ ANIVERSÁRIO pra minha parceira de viagem!

Hoje (15 de Abril) a Lisa completa seus 40 aninhos aqui na Indonesia... É um motivo mais que suficiente pra ter festa por aqui!

Sou muito grato por ter a Lisa na minha vida, como minha esposa e como minha parceira nesta aventura!

Happy birthday Lisa!


Everton

Nosso primeiro almoço em Bali



Update #1 - Só uma foto pra mostrar como foi o aniversário da Lisa :)

Obs: Novas fotos adicionadas da Austrália e também de Bali! Clique no menu 'Fotos', acima...

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Travel Log #7 - Australia - Brisbane, Sydney and Melbourne



O tempo passou tão rápido aqui na Austrália... mal deu tempo de atualizar o blog e nossa temporada aqui ja está acabando... É hora de falar um pouquinho mais deste país gigantesco que muitas vezes é chamado de continente - quase do tamanho do Brasil.

É claro que seria impossível visitarmos todas as regiões, tanto pelas distâncias percorridas e o tempo requerido, quanto pelo valor da moeda - este é um país bem caro para os pobres brasileiros, então decidimos por uma rápida passada em três das principais cidades: Brisbane, Sydney e Melbourne, além de uma parada em uma pequena cidade do interior: Lismore.

Brisbane

Brisbane é uma cidade interessante, nem grande, nem pequena. Com seus 2 milhões de habitantes lembra muito Curitiba... Não foi raro estarmos andando pelas ruas do centro e encontrarmos similaridades com nossa capital paranaense. O centro (chamado aqui de CBD) tem muitos prédios modernos com uma arquitetura lindíssima! É comum ver engravatados andando pelas ruas e também muito luxo. Carros imponentes e lojas caras.
O Rio Brisbane que serpenteia pela cidade permite que um sistema de ferries funcione na cidade. Existem inúmeros barcos cruzando o rio o tempo todo em direção às dezenas de portos. Um jeito rápido de encurtar distâncias. Para os que viajam de maneira mais econômica, por assim dizer, vamos deixar uma dica: Existe um ferry gratuito que parte a cada meia hora para os principais portos... basta esperar pelo ferry vermelho! :)

O que mais chamou atenção na cidade foi a praia artificial em South Bank. Quando nossos anfitriões Michael e Suzanne nos disseram para levar roupas de banho para este lugar,  não imaginávamos que seria tão interessante (no Travel log #6 a Lisa já comentou sobre esta praia). Desviando um pouco o assunto, é importante comentar como a gente cruza com pessoas interessantíssimas em nossa viagem. O Michael que mencionei acima nos contou de uma viagem que fez no passado com 5 amigos... Eles fizeram uma 'vaquinha' pra comprar um pequeno veleiro e começaram uma viagem navegando por vários paises do mundo. O veleiro era tão simples que as velas eram panos velhos, costurados um no outro... Com o tempo, acabaram melhorando um pouco algumas coisas. A viagem durou varios meses até naufragarem na costa da Itália. Todos sobreviveram do ocorrido e agora, 30 anos depois, eles ainda se encontram de tempos em tempos para relembrarem as aventuras. Pudemos ver reportagens de jornal da época,  a rota que eles fizeram e ficamos horas ouvindo as aventuras! Este é um perfeito exemplo de pessoas que tomaram uma atitude de mudar, de ver o mundo, de sair da zona de conforto. É extremamente evidente o bem que isso fez em suas vidas.


Gold Coast, Surfers Paradise e Byron Bay



A costa leste ao sul de Brisbane é muito famosa pelo surf. Aqui na Austrália as crianças aprendem surf nas escolas, então imaginem a quantidade de pessoas no mar em suas pranchas... Praias badaladas, gente bonita e muitas festas... Apesar de Gold Coast ser o lugar mais turístico (tem até Aeroporto internacional), o lugar preferido por muitos nativos é Byron Bay. Ficamos só um dia por lá e, embora eu quisesse fazer umas aulas de surf, o clima não estava muito propício - já está começando a fazer uns dias mais frios por aqui. Mesmo assim, curtimos o lugar e caminhamos bastante pelas trilhas que acompanham as praias. Aos brasileiros que não estão acostumados com isso, nestas praias existem mulheres fazendo topless, portanto, não deixa de ser uma atração turística a parte ;)



Sydney

Embora seja a maior e mais famosa cidade do País, esta não é a capital do país. A capital é Canberra, uma cidade planejada com este fim, muito similar ao que ocorreu com Brasília.
Ao chegarmos, fomos direto aproveitar o tempo bom para conhecer o mais famoso cartão postal da cidade - talvez até do país - o Opera House. Este imponente centro de espetáculos se assemelha com algumas obras do Brasil: Demorou 14 anos a ser concluído (muito depois do esperado) e teve uma variação de custo de mais de 1000% em relação ao planejado.



Praias de Sydney

A praia mais famosa da Austrália fica aqui: Bondi Beach (pronuncia-se bon-dai). Esta praia é tão badalada que existe até uma série de TV filmada aqui, o programa Bondi Rescue. É tosco, mas interessante pra ouvir um pouco do sotaque australiano.
A praia em si não tem nada de muito bela, mas uma enorme fama e história,  por estar em um bairro da cidade. É muito tradicional entre os locais.

Embora seja uma cidade de um bom padrão, eu (Everton) particularmente não me identifiquei muito com o local. Não sei explicar ao certo o motivo, mas acabei preferindo as outras cidades do país. Ao que parece, as pessoas aqui são consumistas ao extremo, dando mais importância ao 'ter' do que ao 'ser'. É claro que não posso generalizar... ficamos pouco tempo aqui para ter uma visão mais concreta, mas é algo percebido.

Melbourne

Mais uma grande e bela cidade. O luxo de muitos prédios comerciais chama a atenção. Pessoas bem vestidas na rua, trânsito pesado, uma típica cidade grande de país desenvolvido. Sem dúvida um local que chama a atenção. O transporte público é muito bem estruturado, com ônibus, trens, bondes uma malha de ciclovias bem desenhada e mais uma vez o toque de um país com pessoas civilizadas: tudo é muito limpo e organizado. Tudo funciona.

Ahhh... como o Brasil poderia ser se não fosse a corrupção!

Estamos na casa de um casal muito simpático que nos falou algo muito interessante. Eles ja viajaram por vários lugares do mundo - e adoram viajar - mas por mais que vejam novas culturas e experimentem novas experiência,  eles sempre percebem como o pais deles é bom e como é bom voltar pra casa. Para eles, este é o melhor local para se viver. Infelizmente, este não é o tipo de sentimento que tenho pelo local que nasci. Ahhh... Brasil, quantos problemas você tem!


Nível de vida
Indiscutivelmente, os Australianos possuem um nivel de vida mais elevado que os Neozelandeses. Percebe-se muito - e ouve-se dos próprios australianos - que eles são muito consumistas, copiando os estadunidenses. Isso é fato. Os carrões nas ruas, as lojas de grife mais caras do mundo, o modo de se vestir...
Onde há muita riqueza, entretanto, também há pobreza. É comum ver nas ruas pessoas pedindo esmolas e até dormindo em barracas improvisadas em praças, coisa que praticamente não vimos na Nova Zelândia. Aqui parece haver um gap social maior entre ricos e pobres... Nada comparado ao nosso querido país, mas algo comum em paises extremamente capitalistas.

Na seção de fotos (clique aqui) tem várias fotos da Austrália e também algumas novas fotos da Nova Zelândia.

Um abraço e um bom final de semana!

Everton